
Rato Optico Microsoft MSE 500 USB
Referência 02968651
Tipo Rato Optico
Compatibilidade PC ou MAC
Interfaces PS/2 ou USB
Garantia 24 Meses
Tribute to a Great Friend

Há quem admita que a história de O Imperador de Portugal tenha sido por inspiração a vida de Joshua Abraham Norton, um estranho personagem da cidade de São Francisco, na Califórnia, que em 1859 se auto-intitulou Norton I, Imperador destes Estados Unidos e Protector do México, chegou a cunhar moeda, se correspondeu com a rainha Vitória e foi sempre tratado com deferência pelos seus conterrâneos. Esta é, com efeito, a história de um pobre camponês da Suécia, que acabou por enlouquecer com o facto de a filha ir para Estocolmo para ganhar o dinheiro necessário ao pagamento de uma dívida de família. O homem passou a aguardar quase diariamente, no embarcadouro, o regresso da filha. E um dia em que lhe fizeram algumas insinuações sobre os verdadeiros motivos da ausência da menina, Jan declarou: «Quando a Imperatriz Clara de Portugal chegar aqui ao embarcadouro, com uma coroa de oiro na cabeça… veremos se te atreves a dizer-lhe na cara o que hoje me disseste a mim». A partir de então, o homem tornou-se Johannes de Portugal...O presente romance, uma das obras-primas da literatura sueca, é a história de uma amor profundo, que une pai e filha, e também a descrição da morte do mundo das tradições rurais, e da emergência do novo mundo, urbano e desapiedado, que o veio substituir.








Barbara Hendricks nasceu no Arkansas, Estados Unidos da América. Diplomou-se na Juilliard School of Music, onde estudou com o meio-soprano Jennie Tourel. Anteriormente tinha já obtido o grau de Bacharel em Ciências (Matemática e Química) pela Universidade do Nebraska, aos vinte anos de idade.
Em 1974 estreou-se como cantora de ópera nos Estados Unidos (Ópera de São Francisco) e na Europa (Festival de Glyndebourne), apresentando-se seguidamente nas principais casas de ópera do mundo, incluindo a Ópera de Paris, a Metropolitan Opera, a Royal Opera House - Covent Garden e o Scala de Milão. Com a interpretação de Susana, em As Bodas de Figaro, estreou-se em Berlim, Viena, Hamburgo e Munique, sendo também o papel que cantou nas últimas interpretações desta obra realizadas por Karl Böhm. Barbara Hendricks já gravou doze personagens de ópera, contando com mais de vinte no seu repertório activo, o qual se estende de Mozart (Pamina, em A Flauta Mágica e Ilia, em Idomeneo) aos clássicos franceses (Antonia, em Os Contos de Hoffman; Micaela, em Carmen; Manon, em Manon de Massenet; Julieta em Romeu e Julieta de Gounod; e Mélisande, em Pelléas et Mélisande de Debussy) e às obras-primas da ópera italiana (Liù, em Turandot e Gilda, em Rigoletto). Em 1998 cantou a parte de Liu na histórica estreia de Turandot na Cidade Proibida, em Beijing, com o maestro Zubin Mehta e direcção artística de Zhang Yimou. Em Março de 2000 estreou-se no papel de Tatiana, em Eugene Onegin, na Ópera de Nice, sob a direcção de Vladimir Chernov. Fez a sua estreia em filme no papel de Mimi, numa produção de La Bohème realizada por Luigi Comencini. Em 1994 interpretou o papel de Anne Truelove numa produção cinematográfica de The Rake's Progress, dirigida por Esa-Pekka Salonen e premiada internacionalmente. Foi membro do júri na edição de 1999 do Festival Internacional de Cinema de Cannes, presidido por David Cronenberg.
Desde a sua estreia em recital no New York Town Hall, em 1974, Barbara Hendricks é reconhecida como uma das principais solistas da sua geração, adicionando ao seu vasto repertório de Lieder, canções de compositores franceses, americanos e escandinavos. Entre os pianistas com quem cantou e gravou, destacam-se os nomes de Dmitri Alexeev, Michel Béroff, Yefim Bronfan, Michel Dalberto, Youri Egorov, Ralph Gothoni, Radu Lupu, Maria João Pires, Roland Pöntinen, Staffan Scheja, Andras Schiff e Peter Serkin. Participa activamente em festivais de música de câmara, que também organiza regularmente com alguns amigos que com ela partilham a paixão por esta especialidade musical. Nos palcos de concerto, Barbara Hendricks cantou o seu extenso repertório com as principais orquestras e os mais destacados maestros do nosso tempo. Nas suas mais de 80 gravações discográficas, colaborou com maestros como Barenboim, Bernstein, Davis, Dorati, Giulini, Haitink, Karajan, Maazel, Mehta, Sawallisch e Solti. Durante quase vinte anos, as suas gravações a solo foram realizadas em exclusivo para a EMI Classics.
Barbara Hendricks estreou-se no domínio do Jazz em 1994, no Festival de Jazz de Montreux, tendo desde então actuado regularmente em importantes festivais de Jazz em todo o mundo. Realizou digressões ao Japão com Karajan (1977), Bernstein (1985), com a Ópera de Viena (1986) e com a Ópera de Hamburgo (1996). Efectua também digressões regulares ao Extremo Oriente e à América Latina e participa em festivais de música por todo o mundo.
Em 1974 cantou na estreia americana de Un Espace Déployé de Gilbert Amy, com a Orquestra Sinfónica de Chicago e o maestro Georg Solti. Em 1976 cantou também na estreia americana de Dies Irae de Penderecki, com a Orquestra Filarmónica de Los Angeles e o maestro Zubin Metha. Em 1996 participou na estreia mundial de The Rain in the Trees de Tobias Pickers, com a Orquestra Sinfónica de Pittsburgh e o maestro Lorin Maazel. Como convidada especial de Yehudi Menuhin, estreou cinco obras de compositores conhecidos internacionalmente, dedicadas a Lord Menuhin por ocasião da celebração do seu octogésimo aniversário, no concerto de encerramento do Festival de Música do Lincoln Center. Em 1997 cantou no Japão, em estreia mundial, canções do jovem compositor japonês Mari Takano. Em 2000 interpretou a Elegia de Mölna de Sven-David Sandström, encomendada propositadamente para ela pelo Festival de Música de Câmara de Gotland. Em 2002 cantou, em estreia mundial, Das erschaft der Dichter nicht de Bruno Mantovani, obra encomendada para a sua voz pelo Ensemble Intercontemporain.
Depois de mais de quinze anos ao serviço da causa dos refugiados e do seu apoio à causa da UNHCR, foi nomeada Embaixadora Honorária Vitalícia pela UNHCR, realizando tarefas que requerem a sua longa experiência e dedicação. Nos anos de 1991 e 1993 deu dois concertos de solidariedade em Dubrovnik e Sarajevo. Em 1998 fundou a Barbara Hendrikcs Foundation for Peace and Reconciliation, para institucionalizar a sua luta a favor da prevenção dos conflitos no mundo e facilitar a reconciliação e a paz duradoura nas zonas atingidas pela guerra. Em 2001, por especial pedido de Kofi Annan, Prémio Nobel da Paz, cantou na cerimónia e concerto de gala da atribuição do Prémio Nobel em Oslo e em 2002 na cerimónia do Dia da independência de Timor Leste.
Recebeu numerosos prémios pela sua actividade artística e pelo seu trabalho humanitário: Doutoramento Honoris Causa, pela Universidade de Lovaina (Bélgica - 1990); Doutora em Direito, pela Universidade de Dundee (Escócia - 1992); Doutora em Música, pela Universidade Wesleyan (Nebraska - 1988); Doutoramento Honoris Causa, pela Universidade de Grenoble (França - 1996); e Doutoramento Honorário em Música pela Juilliard School (2000). Desde 1990, é membro da Academia Sueca de Música. Em 1986 o governo francês nomeou-a "Comendadora das Artes e das Letras" e em 1992 o Presidente François Mitterrand atribuiu-lhe o grau de "Cavaleiro da Legião de Honra". Recebeu ainda o Prémio da Fundação Príncipe de Astúrias para as Artes 2000 (Espanha), pela sua contribuição para a causa dos direitos humanos e para o legado cultural da humanidade. Em 2001 recebeu o prémio Internacional do Lions Club, como forma de encorajamento da acções da sua fundação.
Vive na Europa desde 1977, é cidadã sueca e mãe de dois filhos.
13 Novembro 2003
Barbara_Hendricks@gulbenkian on the 17th october 06

Não se conhece ao certo a história da mata em tempos mais longínquos. No séc. II foi provavelmente um refúgio para os primeiros cristãos. No séc. VI os Beneditos fundaram o seu mosteiro na Vacariça, povoação a 5 Km do Buçaco.
Em 1094 era já posse do bispo de Coimbra, que em 1628 a vendeu à ordem dos Carmelitas Descalços. O convento, ermidas, muros e caminhos foram por eles construídos, tendo também plantado e tratado as árvores da mata.
Em 1810 ocorreu a batalha do Buçaco, onde os Portugueses e seus aliados Ingleses lutaram contra as tropas de Napoleão Bonaparte. Como memórias dessa batalha temos o Obelisco, o Museu e a Oliveira onde o Duque de Wellington amarrou o seu cavalo, perto do convento onde pernoitou.
Em 1834 a mata passou a propriedade do estado, tendo sido então introduzidas muitas espécies novas. As cruzes foram trocadas por capelas no séc. XIX, com figuras em terracota, mostrando os vários passos da paixão de Cristo. Em cada passo há uma inscrição.
Recentemente as capelas foram vandalizadas, em especial as primeiras da Via Sacra, aguardando-se a sua restauração para breve.
FLORA
Breve nota introdutória
A mata do Buçaco é bastante rica no que diz respeito à flora.
Quando no século XVI os monges Carmelitas a descobriram, encontraram nela uma grande diversidade de vegetação. As condições climáticas da região, nomeadamente a abundância de precipitação (1500mm/ano), favoreciam esta diversidade.
Dada a sua cultura religiosa e a ligação à natureza os monges contribuíram de forma significativa para o aumento da diversidade existente, replantando e introduzindo novas espécies.
Os ciprestes e os cedros são bastante representativos na Mata e são exemplos marcantes da ligação a textos bíblicos (Os cedros e os ciprestes eram associados ao Líbano e ao Monte Sião, em Jerusalém ... As madeiras da Cruz são Cedros e Ciprestes)*.
Durante todo o período de ocupação do Buçaco pelos Carmelitas (de 1628 a 1834), além da plantação de espécies da região ou oriundas de regiões mais distantes esta ordem religiosa preservou todo o património natural e foi construíndo o que, ainda hoje, constitui motivo de visita a este recanto da Serra do Buçaco.
Com alguma tristeza, constatamos que actualmente a mata se encontra algo degradada e abandonada.
Sente-se uma grande necessidade de realizar diversos trabalhos de limpeza de matos, de espécies invasoras, de podas de limpeza e de recuperação de exemplares arbóreos.
ARQUITECTURA
Relativamente ao património arquitectónico da Mata do Buçaco podemos distinguir monumentos de arquitectura militar, religiosa e civil.
Arquitectura Religiosa
Na mata do Buçaco existe um património religioso riquíssimo constituído por um convento, onze ermidas, quatro capelas, vinte passos da Via Sacra e dois cruzeiros.
Arquitectura Militar
No que diz respeito a arquitectura militar encontramos um Monumento à batalha do Buçaco de 1810, onde as tropas da última invasão da Guerra Peninsular foram derrotadas e ainda um Museu Militar.
Arquitectura Civil
Em relação à arquitectura civil encontramos várias fontes espalhadas pela mata, as famosas portas e o notável "Palace", palacete neo-manuelino construido no século XIX, com claras inspirações no Claustro dos Jerónimos, na Torre de Belém e no Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra, de grande feito e impacto paisagístico, arquitectónico, escultórico e grandiosa representatividade cultural e artística.